Editora Pearson lança
"e-gov.br:
a próxima revolução brasileira"
O
livro conta as experiências de profissionais dentro de projetos de
governo eletrônico no Brasil e situa o caso brasileiro no contexto
social
A Editora Pearson Education, sob o selo Financial Times,
lança o livro e-gov.br: a próxima revolução brasileira.
Trata-se da primeira obra em português sobre governo eletrônico do
mercado. Escrito por Ali Chahin, Maria Alexandra Cunha, Peter T.
Knight e Solon Lemos Pinto, especialistas no assunto, o título chega
às prateleiras de todo o país nesse mês.
O livro mostra como a revolução tecnológica, aliada à
vontade política por mudança, vem afetando todos os níveis da
administração pública no Brasil, apresentando, com detalhes, as
transformações geradas pela tecnologia nos parâmetros das relações
políticas, econômicas e sociais do país.
O livro é composto por duas partes. A primeira expande e
desenvolve um documento inicialmente criado como colaboração para o
novo governo, contando os antecedentes e fazendo uma análise do e-gov
no Brasil e no mundo. Nela, os autores propõem uma série de princípios
que devem nortear a futura evolução do e-governo no Brasil e são
sugeridas prioridades para essa evolução. A segunda parte contém
relatos de 40 colaboradores. São experiências de sucesso que podem
servir como referência em outras situações.
Entre os colaboradores estão profissionais com larga
experiência na área de governo nos níveis federal, estadual e
municipal dos poderes executivo, legislativo e judiciário, além de
representantes do mundo acadêmico, de ONG’s e de entidades
associativas. Esses colaboradores estão ou estiveram à frente de
projetos de governo eletrônico em gestões governamentais atuais ou
passadas. É um verdadeiro mix de experiências e conhecimento
acumulados independentemente de quais alianças políticas os
propuseram.
O objetivo dos autores foi mostrar que, mais do que uma
política de um governo, Governo Eletrônico deve ser uma política de
Estado, tendo um caráter permanente em qualquer governo, cujo objetivo
seja prestar melhores serviços à população e contribuir para o
fortalecimento da cidadania. Os autores também defendem que o
“calcanhar de Aquiles” da inclusão social no Brasil na era da
informação é a exclusão digital.
Os
relatos dos colaboradores foram escritos especialmente para o livro e
seguem um roteiro comum na análise de experiências brasileiras. Tratam
dos antecedentes, objetivos, implementação, resultados e lições
obtidas a partir dessas experiências. Há um conjunto de cases
relacionados à inclusão digital com proposições diversas para a
superação desse que é o maior desafio da sociedade brasileira para
consolidar a entrada do país na chamada Sociedade da Informação.
Destaque
Um
dos destaques do livro, no capítulo sobre e-inclusão, fica por conta
do depoimento de Leandro Farias, de 23 anos, morador do Morro dos
Macacos, no Rio de Janeiro. Ele conta que seu primeiro contato com a
informática aconteceu em meados de 1995 por meio do Comitê para
Democratização da Informática (CDI), que estava inaugurando no local
uma Escola de Informática e Cidadania (EIC). Farias foi o primeiro
aluno a se inscrever no curso e a partir daquele momento sua vida
mudou. Após fazer vários cursos na área de informática na própria
comunidade, ele foi convidado para ser educador e dar aulas na escola.
Até hoje, Leandro trabalha na EIC e está treinando três sucessores,
mas agora estuda sociologia na Universidade Estadual do Rio de
Janeiro.
Carlos Alberto Primo Braga, assessor sênior do Departamento de
Comércio Internacional do Banco Mundial (escritório de Genebra) e
especialista no uso de tecnologias de informação e comunicação para o
desenvolvimento, assina o prefácio do livro. Ele afirma que os
exemplos apresentados ilustram de forma marcante o dinamismo das
experiências brasileiras na área. Garante ainda que os casos
registrados pelos estados complementam e enriquecem as experiências
federais, oferecendo um amplo ‘cardápio’ intelectual para reflexão e
ação nacional e internacional. Por fim, destaca a expectativa de que a
promessa de “revolução” por meio do governo eletrônico, introduzida no
título desta obra, se transforme em realidade num futuro próximo.
O
livro tem endosso de brasilianistas famosos como Albert Fishlow,
Werner Baer e Norman Gall; do especialista inglês em e-governo para o
desenvolvimento, Richard Heeks; do diretor-executivo da Câmara
Brasileira de Comércio Eletrônico, Cid Torquato, e do diretor
brasileiro da ICANN, Ivan Moura Campos, um dos pioneiros da Internet
no Brasil, que diz ser a obra: “Uma visão abrangente e atual sobre os
desafios e a importância do governo eletrônico, dando cobertura a seu
importante papel no suporte à transparência, à eficiência e à própria
democracia. Extremamente oportuno!”