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Cingapura, Ilha Inteligente

Peter T. Knight

Artigo publicado na revista, Banco Hoje No. 154 (janeiro de 2002), p. 28.

Na década de 80, Cingapura escolheu a informática como setor chave para seu desenvolvimento. Na década de 90, a telemática. Os lideres deste cidade-estado decidiram criar uma Ilha Inteligente. Uma recente avaliação feita pela Acenture da maturidade de e-governo em vários países qualificou Cingapura (veja www.ecitizen.gov.sg) no segundo lugar, depois do Canadá, e antes dos Estados Unidos - os três países qualificados como "líderes inovativos". O Brasil, sede do Segundo Fórum Global sobre e-governo no ano 2000 teve o ranking número 18, no grupo chamado "platform builders."

Cingapura é um estado unitário, com 3.3 milhões de residentes oficiais e uma população total de 4.0 milhões no ano  2000. A pequena Cingapura (veja www.sg) pode ser um modelo para cidades e estados brasileiros, como o Rio de Janeiro, São Paulo, ou Santa Catarina, senão para a união.

A lição principal de Cingapura para nós é de que quando há visão e liderança, é possível queimar etapas e chegar ao topo dos rankings de desenvolvimento econômico e social. O país já realizou três planos de TI, mais recentemente o plano IT2000. Agora está implementando um novo plano estratégico, sob a liderança da nova Infocom Development Authority of Singapore (IDA).

Infocomm 21 é o plano mestre dos primeiros cinco anos do século 21. Visa aproveitar a telemática para aumentar a competitividade e a qualidade de vida nacionais. Quer levar Cingapura a ser uma capital global da telemática, com uma pujante e próspera e-economia e uma e-sociedade onipresente e sábia na área da telemática. Este plano pretende fazer de Cingapura uma economia do primeiro mundo na idade da Internet - um hub "premier" da infraestrutura telemática, do e-business, da e-vida, e do e-learning; um capital de talento, com um ambiente regulatório pro-negócios e pro-consumidor.

Numa ilha sem recursos naturais, com uma população multi-racial e lingüística, os cingapurianos aprenderam a combinar suas habilidades e diligência com educação e tecnologia para sustentar seu crescimento econômico e social. Cingapura vem lidando com a recessão mundial e a crise pós 9/11 com muita habilidade. Sua resposta à crise tem sido cortar custos, apoiar sua população sem trabalho e dar ainda mais énfase à inovação e à tecnologia.

O PIB per capita dos residentes oficiais de Cingapura no ano 2000 chegou a US$22,962, comparado com uns US$1,300 na década de 60. A expectativa de vida é de 78 anos, a mortalidade infantil 2.5 por mil. A porcentagem da população com educação secundária completa ou mais chegou a 57. A banda larga (Singapore One) está chegando a todos os edifícios residenciais, e claro às escolas. Os impostos se pagam online. A educação permanente da força de trabalho é uma realidade, com uma política oficial atras dela.

Vale a pena estudar o exemplo de Cingapura. É inteligente mesmo

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