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A união faz a força

Artigo publicado na revista, Banco Hoje,  março de 2006, p 23. 

COLUNISTAS Peter T. Knight

Quando a indústria automobilística fala, os governos escutam. Quando as indústrias das tecnologias da informação e comunicação (TIC) falam, é uma cacofonia ou pior, um despelote como dizem nossos amigos espanhol-falantes.

Esta verdade foi lançado como um desafio pelo Luiz Serra, da Cisco Systems num almoço em São Paulo em janeiro deste oferecido pela Banco Hoje. Disse

“Uma vez escutei um comentário interessante num dos eventos de telecomunicações dizendo que a indústria automobilística tem uma força política muito maior do que a indústria de telecomunicações no Brasil porque basicamente existe uma única grande organização que representa a indústria automobilística que é a ANFAVEA Entretanto a indústria de tecnologia de informação tem mais de 20.

Acredito que esta multiplicidade de associações dificulta muito o nosso trabalho na área de tecnologia. Há muitas pessoas com boas idéias, mas sem peso político. Deve ser feito um grande movimento de união entre as várias associações e realmente chegar aos diferentes candidatos à presidência da República e aos governos de estado com uma plataforma mínima que todos aceitem como consenso."

Vários outros participantes no almoço martelaram neste tema. José Vicente da Silva Filho, pesquisador do Instituto Fernand Braudel e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública disse:

“Acredito que falta comunicação das empresas, das instituições, das universidades para mostrar  ao governo o que é possível se obter através dessa tecnologia. Percebemos que o problema não é tanto a questão do dinheiro. O problema é realmente mostrar o que existe na prateleira de tecnologias úteis.”

E Múcio Dória, Assessor Especial do Governo do Estado de São Paulo, rematou:

 “Somos 50 associações que não conversam entre si. Fui pra o governo do Estado e a atribuição dada a mim foi na área de informática. Pensei em trazer as associações para dentro, para que elas me ajudassem a fazer uma política industrial para o governo do Estado de São Paulo na área de software, hardware e etc. Foi criada a Câmara de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo. A minha idéia era primeiro colocar poucas associações, as que conheciam a princípio, e depois (agora é o momento) crescer isso e começar a trazer mais associações para formar um grande fórum. Precisamos fazer um movimento com as associações, criar um organismo forte. Mesmo lá tendo a Câmara vejo que os assuntos  não chegam através dela, mas através dos indivíduos.”

Pensei muito nestes comentários, no meu papel de coordenador do projeto e-Brasil (veja www.e-brasilproject.net). Lembrei as palvaras de Geraldo Vandré “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, consultei o Conselho Consultivo do projeto e decidimos não só criar um novo site para nosso projeto, mas lançar o Portal e-Brasil  como o “Brazil Country Gateway” dentro da constelação da Development Gateway Foundation (veja www.developmentgateway.org) como uma janela sobre tudo que é “e” no Brasil.

Acreditamos que o Portal e-Brasil pode jogar um papel importante em reunir num projeto comum os diversos segmentos da comunidade TIC no Brasil que reconhecem as oportunidades que as TIC oferecem para acelerar o desenvolvimento socioeconômico no Brasil, para fazer 50 anos em 5 neste início do século 21. Como?

Dentro deste Portal e-Brasil teremos um sub-portal do próprio projeto e-Brasil e muito mais. Um vitrine para mostrar melhores práticas e inspirar novos projetos, um lugar de forums virtuais sobre temas relacionadas com a visão do e-Brasil. Por exemplo, a Câmara Brasileiro de e-Comércio (www.camara-e.net), cujo Diretor Executivo, Cid Torquato, participou no almoço, já ofereceu um sub-portal para e-comércio. Esperamos atrair outros, por exemplo  para e-governos podemos ter sub-portais administrados pelo Instituto CONIP  (www.conip.com.br);  para as entidades estaduais de TIC a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP www.abep.sp.gov.br/index.htm que já apoia oficialmente o projeto e-Brasil); para a sociedade civil a Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS www.rits.org.br); para e-educação a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED www.abed.org.br) e assim por diante.

Existem as diversas organizações mencionadas pelo Múcio e pelo Serra. Os bancos também são grandes usuários das TIC  a FEBRABAN poderia ter um sub-portal. Já temos uma proposta sendo avaliada pela Development Gateway Foundation  entendemos que no início de abril deve ser aprovada, más com a condição de que tenhamos patrocinadores brasileiros para participar no portal e sustentá-lo financeiramente. O projeto e-Brasil já tem uma conta no Banco do Brasil administrado pela Fundação Euclides da Cunha da Universidade Federal Fluminense (veja www.tedbr.com/projetos/e-Brasil/patrocinar.htm).    Precisamos de sua ajuda.

Não deixe esta peteca cair. A união faz a força.

 

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