COLUNISTAS
Peter T. Knight
Este mês de
setembro no ano eleitoral de 2006 traz três acontecimentos de importância na
nossa campanha para conscientizar os candidatos, seus assessores e o público
em geral sobre a importância estratégica das tecnologicas de informação e
comunicação (TICs) na construção de um Brasil mais justo e mais competitivo.

Primeiro
é a publicação pela Editora Yendis, de São Paulo, do livrinho e-Brasil
–
Um programa para
acelerar o desenvolvimento socioeconômico aproveitando a convergência
digital.
O principal propósito deste livro de 102 páginas é vender idéias durante as
campanhas políticas e no início da transição aos novos governos nacional e
estaduais: o Programa e-Brasil e o Decálogo do Candidato e-Brasil,
nele incluídos, sintetizam estas idéias. Em breve, provavelmente em
novembro, sairá um livro bem maior, também pela Yendis, para dar mais
sustentação a estas idéias – será um acervo de mais de 500 páginas e 39
capítulos sobre experiências internacionais e brasileiras de
e-desenvolvimento, que podem ajudar as equipes dos novos governos a
elaborarem seus planos de governo e também servir como texto acadêmico nas
universidades, um livro de referência para profissionais de e-governo e
consultores, etc.
Segundo
é um evento importante no Rio de Janeiro no dia 15 de setembro na Associação
Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), organizado pela Associação Brasileira de
Telecomunicações (TELECOM) – e-Rio é a vanguarda do e-Brasil. Neste
evento estarão presentes prefeitos do Estado do Rio de Janeiro, autores dos
livros e-Brasil, operadoras, fornecedores de equipamento, Presidentes da
ACRJ e a FIRJAN, representantes de instituições financeiras nacionais e
internacionais, e o CEO de uma empresa indiana, a Encore Software (www.ncoretech.com),
que criou um laptop completo que poderia ser vendido no Brasil por volta de
R$400. A TELECOM espera organizar eventos semelhantes em outros estados.
Terceiro
é o lançamento do Portal e-Brasil em (www.e-brasil.org.br)
em colaboração com a Câmara Brasileira de e-Comércio, que cedeu este domínio
que foi usado pelo primeiro projeto e-Brasil nos anos 2002 e 2003. A Câmara
é a organização mais representativa da economia digital no Brasil.
Inicialmente o Portal e-Brasil terá subportais para a própria Câmara
(www.camara-e.net,
(que tem um projeto Brasil Digital que vai se fusionar com o projeto
e-Brasil), a TELECOM, a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de TIC
(ABEP), a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e o Instituto
CONIP, que organiza importantes eventos sobre e-governo. No mínimo cada
subportal terá um link para o site de sua organização, mas esperamos que
possa ter mais – que seja uma vitrine para mostrar o que os membros de cada
associação podem oferecer para fazer, via uso intensivo das TICs, uma vida
melhor para os brasileiros e um país mais competitivo e justo. Poderão
mostrar melhores práticas, conduzir fóruns, advogar políticas públicas que
acham necessárias para realizar os seus objetivos, etc.
Logo que o
Portal e-Brasil estiver no ar, começará uma campanha para atrair para
lá outras organizações do setor TIC, começando pela FENADADOS (www.fenadados.org.br)
, que já apóia financeiramente o Portal, mas ainda não autorizou a abertura
de um subportal. Esperamos atrair outros, como SOFTEX, ASSESPRO, ABINEE,
ELETRO, Xplor Brasil, e muitos mais. Cada sub-portal será gestionado pelo
seu “dono” – quer dizer, a associação, sindicato, etc. que autoriza sua
existência.
Principalmente, esperamos também que o portal seja um lugar de encontro e de
aprendizagem mútuos, que possa contribuir a uma maior unidade do setor
frente aos governos e à sociedade, para evitar, por exemplo, que o Fust seja
mais uma vez canalizado à formação do (necessário) superávit primário e não
à inclusão digital que todos nós queremos. Será um lugar para apresentar,
advogar e debater idéias e políticas. Se alguma associação formal do setor,
com força política semelhante à ANFAVEA, surgir disso será ótimo. Só podemos
advogar uma tal iniciativa, mas corresponde às diversas associações de
organizarem tal iniciativa se a quiserem. Minha posição pessoal a respeito
já se tornou pública em várias publicações, mais recentemente nesta Revista
Banco Hoje de Junho “A Comunidade TIC” (http://www.bancohoje.com.br/colunas.asp?Artigo=1726).